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E-Social – Softwares de gestão

O atendimento ao eSocial, é, o principal argumento em favor da utilização de softwares para gestão de SST. O projeto conjunto do Ministério do Trabalho, Ministério da Previdência Social, INSS, Caixa Econômica Federal e Receita Federal unificará informações e consolidará obrigações acessórias em uma única entrega. Por isso, especialistas acreditam que as soluções integradas garantirão processos seguros que produzirão dados igualmente seguros para serem informados ao sistema. “Se hoje a Fiscalização do Trabalho, alcança no máximo 4% das empresas, a cobertura passará a ser 100% on-line, o que permitirá conhecer as reais condições de Segurança e Saúde e aplicar sanções em caso de descumprimento da legislação”, registra o engenheiro de Segurança do Trabalho Rogério Luiz Balbinot, diretor da RSData Softwares para Gestão de SST. Se for informado no sistema um dado gerenciado incorretamente, ele poderá servir como prova para o INSS ajuizar uma Ação Regressiva Acidentária contra a empresa. Por isso, o desafio consiste em produzir as informações, saber como enviá-las e como fazer a checagem para não correr risco de ter um passivo trabalhista. A atual lógica de fiscalização e multa será substituida pela lógica de processamente da Receita Federal, semelhante a da Declaração do Imposto de Renda. “Através da informatização, evita-se o envio de dados que possam comprometer a empresa, ou insconsistências entre um evento e outro, que causem problemas de ações regressivas ou de não cobertura de afastamentos. O risco é minimizado com uma gestão que elimine qualquer possivel não conformidade”, ressalta Ricardo Donner, diretor da Nexo CS Informática. Para ele, o eSocial é visto não apenas como obrigatoriedade, mas também como a oportunidade de fazer uma gestão de SST realmente eficiente, a partir das informações de monitoramento ambiental, monitoramento biológico, de afastamentos e de acidentes que serão exigidas pelo novo sistema.

DESAFIOS

Na era do eSocial é praticamente impossivel pensar na gestão de Segurança e Saúde sem um sistema informatizado, concordam os especialistas ouvidos pela reportagem. A ferramenta é essencial para todos os tipos e tamanhos de empresas, mesmo aquelas que possuem somente um empregado. Mas se a necessidade de automatização é ponto pacifico entre consultores e profissionais de SST com experiência em gestão, os desafios são distintos para empresas, consultorias de SST e prestadoras de serviços. Nas grandes empreas que farão parte do eSocial, preparar-se para o novo modelo unificado de prestação de informações significa considerar todas as atividades do SESMT de forma sistêmica e integrada com RH, folha de pagamento, controle ponto, afastamentos, análise de acidentes, abertura de CAT, classificação de riscos e adicionais de insalubridde, periculosidade e penosidade, aposentadoria especial e controle de Saúde Ocupacional através dos exames ocupacionais e programas de saúde. No caso das consultorias de SST, o desafio consiste em adequar-se para a integração com os clientes de forma eletrônica, sistêmica, ou com acessos específicos aos sistemas das empresas clientes, ou com sistemas próprios que interajam com a metodologia proposta pelo eSocial. Não há nada de novo, somente a aplicação objetiva da legislação em tempo real. Uma maior complexidade envolve as prestadoras de serviços que realizam exames ocupacionais nas redes credenciadas. Elas terão que instituir integrações entre os seus sistemas e os sistemas da rede para garantir que as inforamções sejam disponibilizadas em tempo real para atender ao eSocial. “É uma mudança cultural extremamente importante para reforçar a Segurança e Saúde no país. O eSocial terá impacto na valorização do profissional do SESMT e ao mesmo tempo eliminará os que não acompanharem esses avanços”, salienta o consultor Eduardo Milanelli.

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